Já se passaram 29 anos desde que Mobutu Sese Seko, o rei do Zaire, jaz sob a terra, a milhares de quilômetros de seu país. No aniversário de sua morte, a questão da repatriação dos restos mortais do Marechal voltou à tona no debate nacional.
Por meio de seu filho, Nzanga Mobutu, a família do "homem forte" esclareceu sua posição. Embora não se oponha ao retorno dos restos mortais do pai da nação à sua terra natal, exige, antes de tudo, um gesto concreto do Estado congolês para honrar seus últimos desejos.
E a família identificou claramente essa ação concreta: a reabilitação do local da antiga residência do Marechal em Gbadolite, na província de Ubangi do Norte, no noroeste da RDC. Segundo seu filho, a repatriação só poderá ser considerada se isso for alcançado.
“Vocês entenderão que, nessas circunstâncias, é difícil trazer de volta o corpo do Marechal Mobutu. Nessas condições, acredito que o mínimo que se pode fazer é ao menos restaurar o local de sua residência. Foi isso que ele deixou para trás quando partiu”, disse ele.
Mobutu, que morreu no exílio em Marrocos em setembro de 1997 e foi enterrado no cemitério cristão de Rabat, governou o Zaire (antigo nome da República Democrática do Congo) com mão de ferro de 1965 a 1997.
Para alguns, ele continua sendo a personificação de um regime autoritário marcado pelo partido único, enquanto para outros, Mobutu permanece o símbolo de um Estado forte, de uma suposta identidade nacional.
Cheick Omar Ouedraogo
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