O veredicto é severo para Sarah Khalifa. A apresentadora de televisão egípcia e outros onze réus foram condenados à morte por um tribunal do Cairo por participação em uma rede de fabricação e tráfico de drogas.
Segundo a mídia estatal egípcia, o grupo importava substâncias destinadas à produção de drogas antes de vendê-las. As acusações também incluem posse ilegal de armas de fogo e munição.
Os investigadores afirmam ter descoberto mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas. Dois apartamentos usados como laboratórios clandestinos também abrigavam máquinas e diversos equipamentos destinados à produção.
O processo foi encaminhado ao Grande Mufti do Egito antes da prolação da sentença, em conformidade com o procedimento estabelecido. A sentença permanece passível de recurso.
Sarah Khalifa, de 39 anos, ficou famosa com o programa "Mission Difficult", que abordava questões de segurança e casos criminais, no canal privado Al-Mehwar. Ela também era ativa nas plataformas digitais, onde tinha quase dois milhões de seguidores no Instagram.
A investigação, iniciada em 2025, teve como alvo 28 pessoas, incluindo o irmão da jornalista. Em um caso separado, ela também foi condenada a cinco anos de prisão por seu envolvimento no sequestro e agressão de um jovem.
No Egito, a pena de morte é prevista para diversos crimes, incluindo homicídio premeditado, terrorismo, certos tipos de estupro e tráfico de drogas. A Comissão Egípcia para os Direitos e Liberdades afirma que 541 sentenças de morte foram proferidas no país em 2025.
Yolande Bazié
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