Gana encerrou a repatriação de seus cidadãos expostos à violência xenófoba na África do Sul. No total, quase 1.900 ganenses foram repatriados desde o início da operação, anunciou na sexta-feira o Ministro das Relações Exteriores de Gana, Samuel Okudzeto Ablakwa.
O último grupo de evacuados foi recebido pelo Ministro das Relações Exteriores do Gana, que elogiou o sucesso da operação. Segundo ele, o governo não se limitou ao retorno dos cidadãos; também planejou medidas para facilitar seu reassentamento.
Os repatriados receberam assistência financeira para reintegração, auxílio-transporte, cuidados médicos e apoio psicossocial. O programa também incluiu inscrição gratuita no sistema nacional de seguro saúde e auxílio na busca de emprego.
O governo ganês também anunciou que continuará a apoiar as famílias dos quatro cidadãos que morreram durante esse período de violência.
Esta operação surge num momento em que a África do Sul enfrenta uma onda de atos xenófobos contra migrantes há vários meses.
Em agosto, o Comitê das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Racial (CERD) alertou para uma situação considerada particularmente preocupante. O órgão da ONU indicou que vários migrantes perderam a vida e que aproximadamente 50.000 pessoas foram forçadas a deixar seus locais de residência.
Com o fim da repatriação, Gana inicia uma nova fase em seu plano de resposta a emergências, mantendo, ao mesmo tempo, o apoio aos cidadãos que retornaram ao país.
Djamila Kambou
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