Uma investigação judicial sobre possíveis atos de corrupção está visando agentes do Estado francês, inclusive em altos escalões.
Conforme as investigações avançavam, os investigadores da Procuradoria Financeira Nacional seguiram pistas que os levaram ao círculo íntimo do Presidente da República.
Mas, quando tentaram acessar o Palácio do Eliseu na manhã de 14 de abril para continuar as verificações, foram impedidos.
Segundo o procurador financeiro, Pascal Prache, foi apresentada aos magistrados de instrução uma interpretação do artigo 67.º da Constituição, segundo a qual os imóveis vinculados à presidência gozariam de uma forma de inviolabilidade.
Em contrapartida, foram informados de que os documentos relativos aos agentes do Palácio do Eliseu, desde que se separem da atividade do chefe de Estado, podem ser-lhes transmitidos mediante pedido.
Contratos de contratação pública no centro de suspeitas
Essas investigações fazem parte de um inquérito judicial aberto em outubro de 2025 por supostos atos de favorecimento, apropriação indevida de juros, corrupção e tráfico de influência.
A investigação centra-se, em particular, nas condições de adjudicação de certos contratos públicos relacionados com a organização das cerimónias de panteonização, geridas pelo Centre des monuments nationaux (CMN), especificou o procurador.
Segundo o jornal Le Canard enchaîné, que divulgou a notícia, os investigadores estão a questionar o papel da Shortcut Events, a empresa responsável pela organização destas cerimónias de homenagem às grandes figuras que entraram para o Panteão há mais de vinte anos.
Segundo informações da revista semanal, cada evento custou ao Estado cerca de 2 milhões de euros.
Cheick Omar Ouedraogo
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